Acabei lendo as mensagens. Definitivamente não sei explicar o que senti ou o que fingir não entender. Mas é que eu não sei fugir de mim, e fui pra pracinha da sua cidade aturar você e seus amigos chatos.Só me restaram a pipoca microondas e o litro de licor, malditas companhias... E pensar que fui julgado como “frio”, não é do meu feitio não ser eu.
Fui meio que sem querer Fui meio pra te ver E chegando lá quase não vi Aquele amor que um dia guardei Pra dar de volta A quem mereceu Meu amor, você morreu. Eu acordei pra viver O sonho que não vivi E quem sabe eu morra De felicidade talvez Porem amando A mim Não venha mais Porque tanto faz A sua presença maldita Ou sua mensagem falsa Querendo almoço Fingindo ser meu troço Foi assim que te chamava Enquanto você conversava Com seus futuros amores Suas futuras fodas Foda-se! Eu vou sem saber o rumo Mas é que estou sem prumo Perto de você E já que ha de me perder Que eu me perca sozinho E feliz Sem tino Sem braços Que é o que mais preciso Pois você cansou Da vida Da diva Você perdeu meu bem! O amor que estava saturado O perdão de Deus, coitado Um dia vai lamentar A infeliz troca Da felicidade Por sexo banal
Hoje soube algo e isso me inquietou com sofreguidão. Infelizmente descobri que a felicidade alheia depende da derrota dos outros. Sou amado e amo como resposta, mas para o resto isso dói e causa vontade de ser. Ser o que não é e assim por diante acabar. Nosso amor dura e vai durar, se acabar é porque atingiu o êxtase máximo e não pode prosseguir. Seremos amigos pra matar vontade, pra deixar saudade e sufocar o riso, aquele que damos nas conversas cheias de verdade. Relembrar a nostalgia boa, passar o tempo sem fazer nada e ficar com vontade de voltá-lo pra nunca mais acabar o amor que as vezes é passageiro. Que nossas almas se visgem, se amarrotem e criem calos, pra não soltar, pra não fugir, pra matar de amor o amor. Que o nosso coração se rompa de coisa boa, que a minha saúde seja a tua, que você viva pra contar aos filhos que um dia já amou e fez o mais espetaculoso espetáculo: o de me fazer amar outra vez! Você deu dentes a minha alma e assim ela mesma sorriu, fazendo força pra esbagaçar o rancor. E já não me importa o que dizem, porque o que menos procuro é o que mais acho; o teu silêncio dizendo nas mãos que me ama, e nas pontas dos dedos trêmulas, a resposta pra todas as perguntas.
Como duas coisas que não se separam, estamos nós- tontos de amor no frio do inverno.
Texto antigo mas que tem um significado enorme pra mim.
Ela esperava na esquina o próximo cliente. Na esquina mesmo lembrava-se que ser puta não iria levá-la a lugar nenhum. Nesses momentos de inquietação era quando iniciava sua conversa com Deus, com o pensamento seco dizia a Ele que no pecado era que se sentia verdadeiramente mulher. Não importava mais se disputava homens com travestis, queria era sentir um homem independente da posição, da profissão e da religiosidade. Queria senti-los por todos os buracos, por todas as almas, por Deus! Queria senti-los...
Ciente da situação
A par do desejo
Seu beijo...
Que perfeição!
Uma rima pro próximo poema
Já está no esquema
Frente só
Verso nunca mais
Quem sabe eu vá de vez
E se eu voltar
Vou rabiscar seu medo
Clarear o joelho
Exibir a ponta do nariz
Vermelho
Palhaço da vida
Inteligencia ferida
Mulher parida
Assim eu sou
De tudo um pouco
Do pouco um nada
Fundo sem tela
Pintura abstrata